terça-feira, 13 de janeiro de 2009
Definição de faculdade
exposição sequencial e fastidiosa de informação inútil e perfeitamente irrelevante.
domingo, 11 de janeiro de 2009
Porque é que ser artista não combina com ganhar dinheiro?...
...é que para ganhar muito dinheiro é preciso gastar muito tempo e dinheiro em negócios. E o artista não se pode dar ao luxo de perder a sua preciosa vida com trabalhos tão inferiores. É por isso que os artistas deixam essa trabalheira aborrecidíssima para aqueles magnatas que têm paciência para isso. Depois, seduzem-nos como uma qualquer mulher bela e inteligente, e exploram-nos até ao tutano. Os artistas sempre foram os chulos dos magnatas.
quinta-feira, 8 de janeiro de 2009
divulgação cultural
Qual é a melhor maneira de dar cultura às pessoas? Teatro independente ou teatro comercial? Ensaios filosóficos ou escrita comercial? O que é boa cultura e o que é má cultura? Estas questões têm-me atormentado desde há algum tempo, mas parece-me que encontrei agora algumas respostas. Não há boa nem má cultura. Não existem cânones. É impossível analisar um livro de uma forma perfeitamente objectiva sem que se perca, pela análise, aquilo que faz do livro algo que vai para além de um mero conjunto de palavras. Os cânones são relativos e estão inexoravelmente dependentes das pessoas que os criam. Pessoas diferentes em ambientes culturais diferentes apontam diferentes obras como marcos da cultura. Um haiku será para um ocidental uma nova espécie de ciência hermética. As odes de Álvaro de Campos não passarão de devaneios histéricos para um budista. Não é possível construir generalizações.
Não há boa nem má cultura. Cultura é toda a criação humana que supera tanto o biológico como o psicológico. Cultura é tudo aquilo que nos permite desenvolver a imaginação, que é uma das maiores capacidades humanas. As obras podem somente medir-se na capacidade que têm de levar uma pessoa individual a desenvolver a sua imaginação, o seu pensamento abstracto. Esta medição está completamente dependente da pessoa em questão e do seu contexto cultural, tanto o social como o pessoal. Não há livros bons nem maus. Há somente livros que exercitam mais a nossa imaginação e outros que a exercitam menos, e é tudo. Há somente livros que possuem uma riqueza semântica maior e outros que possuem uma riqueza semântica menor, e é tudo. Para quem nunca tenha ouvido falar em rituais, até os livros do Paulo Coelho são bons porque exercitam a capacidade imaginativa que nos permite perceber o que é um ritual. Para quem não tem cultura suficiente para compreender o Romeu e Julieta de Shakespeare, até o West Side Story serve para perceber o que é um amor de perdição.
O grande perigo está em querer vender-se gato por lebre. Todas as críticas são visões pessoais e individuais de uma obra. O que é importante é que exista a consciência de que tudo aquilo que existe é subjectivo, individual e pessoal - em suma: de que tudo é relativo. Esse será o primeiro passo. (E só deus sabe como é difícil que as pessoas percebam isso: por motivos vários - a sociedade arreigadamente capitalista em que vivemos, o sistema de ensino castrador de pensamentos originais em que somos metidos, as quantidades industriais de publicidade a que somos sujeitos quer queiramos quer não, a estrutura fortemente hierarquizada dos conjuntos sociais em que habitamos - a maior parte das pessoas vive na ideia de que só é possível manter ordem numa sociedade pela autoridade, e de que a estabilidade do mundo depende da existência de um contexto social fixo, em que a presença da mudança equivale a uma qualquer calamidade.) O segundo passo será perceber que, como tudo é relativo a um contexto, e como não existem opiniões absolutamente correctas ou infalíveis só é possível acalmar o desassossego que esta condição nos traz pela escolha - e essa escolha requer capacidade crítica para decidir entre várias opções possíveis. O terceiro e derradeiro passo será perceber que o número de opções possíveis tende para o infinito, aumentando tanto mais quanto maior for a cultura da pessoa - isto é, quanto mais obras culturais e meios de expressão cultural essa pessoa conhecer. A melhor decisão será a decisão que tiver em conta o maior número de opções. Só um louco ou uma pessoa que não conheça a poesia portuguesa pode afirmar que Eugénio de Andrade é o maior dos poetas.
Assim, chegamos à conclusão de que a tarefa mais importante é a de dar cultura às pessoas. Esta actividade de divulgação cultural terá de ser diversificada e contínua ao longo do tempo, nunca mostrando-se dependente do percurso escolar ou laboral de uma dada pessoa. O desenvolvimento de uma consciência da importância da relatividade no mundo e o desenvolvimento de um espírito crítico devem ser, estes sim, primeiramente desenvolvidos na escola. É claro que a divulgação cultural terá sempre em mente o desenvolvimento destas duas capacidades, mas o objectivo principal está no mostrar às pessoas algo que elas desconhecem ou que nunca tinham visto de outra perspectiva.
Mas temos ainda de nos debater com um grande problema: a necessidade de manter uma actividade de divulgação cultural rentável e auto-sustentável. Se a fonte de receitas é externa, então só podemos confiar no puro mecenato para manter uma actividade. Se esta fonte de receitas não existir, então não teremos outra hipótese que escolher para divulgação cultural uma actividade que tenha a capacidade de atrair muitas pessoas. Portanto, tem de ser obrigatoriamente comercial - embora possa e deva ser sempre, e ao mesmo tempo, instrutiva. Como equilibrar estas duas necessidades? Só há uma maneira possível: criar peças culturais amplamente ricas em diferentes níveis de significação. Durante o acto de conhecer a obra, o espectador pode procurar nela uma de duas coisas: ou procura aquilo que nela há de entretenimento, e a peça cultural serve apenas como forma de divertir alguém; ou o espectador procura a verdadeira mensagem da peça, e aí ela tem um sentido muito mais importante: um sentido pedagógico, e serve como uma arma de evolução cultural humana. Equilibrando uma forma atraente com um conteúdo rico conquistam-se os dois tipos de espectadores. E exemplos de obras geniais como essas abundam: Alice no País das Maravilhas, As Aventuras de João Sem Medo, Big Fish, D. Quixote, Ensaio sobre a cegueira, O Nome da Rosa, e muitos outros.
Infelizmente, e apesar de ser uma óptima solução para a sustentabilidade das actividades de divulgação cultural, esta situação irá apenas resolver uma ínfima parte da ignorância que há no mundo; é que ainda que se atraiam os dois tipos de espectadores, o objectivo central de dar cultura a todos não é totalmente cumprido: aqueles que conseguem ler nas entrelinhas, fazem-no; mas aqueles que não o conseguem por preguiça interior ou falta de estímulo exterior, não o fazem; tudo isso serve para perpetuar o desiquilíbrio da situação em que vivemos... Haverá casos - poucos, é certo - em que certas pessoas inicialmente atraídas para a peça cultural por o que há nela de entretenimento conseguem dar o salto de consciência para o lado abstracto e semântico da mensagem: são aquelas pessoas que se desconcertam e desassossegam; e o semear da dúvida é como um bálsamo para os olhos. Para esses existe evolução - mas e que dizer dos outros? Permanecerão fundamentalmente os mesmos. A resposta continua na divulgação cultural.
Voltamos então ao problema inicial: como elevar o nível cultural de toda a gente? Se é certo que passa pela divulgação cultural, o difícil é escolher o melhor meio de transmitir cultura. A apresentação de um tema deve ser sempre o mais clara e objectiva possível, focando-se a atenção em um ou dois aspectos essenciais - aqueles que se pretendem transmitir. É muito difícil para o espectador ficar a conhecer numa única sessão vários temas que desconhece, o processo de adaptação a um novo ambiente leva o seu tempo; é por isso que as sessões devem tratar de um único tema, mas procurando sempre explorá-lo de uma forma extensiva e bem desenvolvida. Apenas isso já seria um excelente ponto de partida. Outro aspecto muito importante é o da motivação. A exposição tem de ser lógica e sequencial, é certo; mas sempre motivante, interessada e emotiva: ela tem de conseguir tocar em cada um dos espectadores. É importantíssimo que haja interacção do divulgador com os espectadores, e que os espectadores se sintam à vontade para interromper o divulgador e perguntar aquilo que for saciar a sua curiosidade tantas vezes quantas as necessárias. É preciso criar uma ligação com cada um dos espectadores, ou, pelo menos, com o conjunto de todos os espectadores que constitui aquilo a que chamamos auditório. De outra forma não é possível fazer passar a mensagem. As três vertentes da arte da retórica têm de ser consideradas com muita atenção.
Não há boa nem má cultura. Cultura é toda a criação humana que supera tanto o biológico como o psicológico. Cultura é tudo aquilo que nos permite desenvolver a imaginação, que é uma das maiores capacidades humanas. As obras podem somente medir-se na capacidade que têm de levar uma pessoa individual a desenvolver a sua imaginação, o seu pensamento abstracto. Esta medição está completamente dependente da pessoa em questão e do seu contexto cultural, tanto o social como o pessoal. Não há livros bons nem maus. Há somente livros que exercitam mais a nossa imaginação e outros que a exercitam menos, e é tudo. Há somente livros que possuem uma riqueza semântica maior e outros que possuem uma riqueza semântica menor, e é tudo. Para quem nunca tenha ouvido falar em rituais, até os livros do Paulo Coelho são bons porque exercitam a capacidade imaginativa que nos permite perceber o que é um ritual. Para quem não tem cultura suficiente para compreender o Romeu e Julieta de Shakespeare, até o West Side Story serve para perceber o que é um amor de perdição.
O grande perigo está em querer vender-se gato por lebre. Todas as críticas são visões pessoais e individuais de uma obra. O que é importante é que exista a consciência de que tudo aquilo que existe é subjectivo, individual e pessoal - em suma: de que tudo é relativo. Esse será o primeiro passo. (E só deus sabe como é difícil que as pessoas percebam isso: por motivos vários - a sociedade arreigadamente capitalista em que vivemos, o sistema de ensino castrador de pensamentos originais em que somos metidos, as quantidades industriais de publicidade a que somos sujeitos quer queiramos quer não, a estrutura fortemente hierarquizada dos conjuntos sociais em que habitamos - a maior parte das pessoas vive na ideia de que só é possível manter ordem numa sociedade pela autoridade, e de que a estabilidade do mundo depende da existência de um contexto social fixo, em que a presença da mudança equivale a uma qualquer calamidade.) O segundo passo será perceber que, como tudo é relativo a um contexto, e como não existem opiniões absolutamente correctas ou infalíveis só é possível acalmar o desassossego que esta condição nos traz pela escolha - e essa escolha requer capacidade crítica para decidir entre várias opções possíveis. O terceiro e derradeiro passo será perceber que o número de opções possíveis tende para o infinito, aumentando tanto mais quanto maior for a cultura da pessoa - isto é, quanto mais obras culturais e meios de expressão cultural essa pessoa conhecer. A melhor decisão será a decisão que tiver em conta o maior número de opções. Só um louco ou uma pessoa que não conheça a poesia portuguesa pode afirmar que Eugénio de Andrade é o maior dos poetas.
Assim, chegamos à conclusão de que a tarefa mais importante é a de dar cultura às pessoas. Esta actividade de divulgação cultural terá de ser diversificada e contínua ao longo do tempo, nunca mostrando-se dependente do percurso escolar ou laboral de uma dada pessoa. O desenvolvimento de uma consciência da importância da relatividade no mundo e o desenvolvimento de um espírito crítico devem ser, estes sim, primeiramente desenvolvidos na escola. É claro que a divulgação cultural terá sempre em mente o desenvolvimento destas duas capacidades, mas o objectivo principal está no mostrar às pessoas algo que elas desconhecem ou que nunca tinham visto de outra perspectiva.
Mas temos ainda de nos debater com um grande problema: a necessidade de manter uma actividade de divulgação cultural rentável e auto-sustentável. Se a fonte de receitas é externa, então só podemos confiar no puro mecenato para manter uma actividade. Se esta fonte de receitas não existir, então não teremos outra hipótese que escolher para divulgação cultural uma actividade que tenha a capacidade de atrair muitas pessoas. Portanto, tem de ser obrigatoriamente comercial - embora possa e deva ser sempre, e ao mesmo tempo, instrutiva. Como equilibrar estas duas necessidades? Só há uma maneira possível: criar peças culturais amplamente ricas em diferentes níveis de significação. Durante o acto de conhecer a obra, o espectador pode procurar nela uma de duas coisas: ou procura aquilo que nela há de entretenimento, e a peça cultural serve apenas como forma de divertir alguém; ou o espectador procura a verdadeira mensagem da peça, e aí ela tem um sentido muito mais importante: um sentido pedagógico, e serve como uma arma de evolução cultural humana. Equilibrando uma forma atraente com um conteúdo rico conquistam-se os dois tipos de espectadores. E exemplos de obras geniais como essas abundam: Alice no País das Maravilhas, As Aventuras de João Sem Medo, Big Fish, D. Quixote, Ensaio sobre a cegueira, O Nome da Rosa, e muitos outros.
Infelizmente, e apesar de ser uma óptima solução para a sustentabilidade das actividades de divulgação cultural, esta situação irá apenas resolver uma ínfima parte da ignorância que há no mundo; é que ainda que se atraiam os dois tipos de espectadores, o objectivo central de dar cultura a todos não é totalmente cumprido: aqueles que conseguem ler nas entrelinhas, fazem-no; mas aqueles que não o conseguem por preguiça interior ou falta de estímulo exterior, não o fazem; tudo isso serve para perpetuar o desiquilíbrio da situação em que vivemos... Haverá casos - poucos, é certo - em que certas pessoas inicialmente atraídas para a peça cultural por o que há nela de entretenimento conseguem dar o salto de consciência para o lado abstracto e semântico da mensagem: são aquelas pessoas que se desconcertam e desassossegam; e o semear da dúvida é como um bálsamo para os olhos. Para esses existe evolução - mas e que dizer dos outros? Permanecerão fundamentalmente os mesmos. A resposta continua na divulgação cultural.
Voltamos então ao problema inicial: como elevar o nível cultural de toda a gente? Se é certo que passa pela divulgação cultural, o difícil é escolher o melhor meio de transmitir cultura. A apresentação de um tema deve ser sempre o mais clara e objectiva possível, focando-se a atenção em um ou dois aspectos essenciais - aqueles que se pretendem transmitir. É muito difícil para o espectador ficar a conhecer numa única sessão vários temas que desconhece, o processo de adaptação a um novo ambiente leva o seu tempo; é por isso que as sessões devem tratar de um único tema, mas procurando sempre explorá-lo de uma forma extensiva e bem desenvolvida. Apenas isso já seria um excelente ponto de partida. Outro aspecto muito importante é o da motivação. A exposição tem de ser lógica e sequencial, é certo; mas sempre motivante, interessada e emotiva: ela tem de conseguir tocar em cada um dos espectadores. É importantíssimo que haja interacção do divulgador com os espectadores, e que os espectadores se sintam à vontade para interromper o divulgador e perguntar aquilo que for saciar a sua curiosidade tantas vezes quantas as necessárias. É preciso criar uma ligação com cada um dos espectadores, ou, pelo menos, com o conjunto de todos os espectadores que constitui aquilo a que chamamos auditório. De outra forma não é possível fazer passar a mensagem. As três vertentes da arte da retórica têm de ser consideradas com muita atenção.
segunda-feira, 5 de janeiro de 2009
segunda-feira, 29 de dezembro de 2008
domingo, 28 de dezembro de 2008
a diferença essencial
arte inferior
- objecto cujo génio não vai para além do prazer estético (intelectual) que desperta no observador
arte superior
- objecto que, para além de despertar um prazer estético (intelectual) no observador, está imbuído de uma mensagem que é essencial compreender.
- arte que não é apenas bela nas formas e proporções em que assenta, tendo ainda, e para além delas, uma ou várias dimensões semânticas
- objecto que é representação material de uma dimensão puramente intelectual e abstracta
- objecto cujo génio não vai para além do prazer estético (intelectual) que desperta no observador
arte superior
- objecto que, para além de despertar um prazer estético (intelectual) no observador, está imbuído de uma mensagem que é essencial compreender.
- arte que não é apenas bela nas formas e proporções em que assenta, tendo ainda, e para além delas, uma ou várias dimensões semânticas
- objecto que é representação material de uma dimensão puramente intelectual e abstracta
quinta-feira, 18 de dezembro de 2008
uma das maiores provas de que o universo é infinito na sua criatividade é a de que, embora usando sempre as mesmas notas da escala, tanto homem tem composto, ao longo dos tempos, músicas tão fascinantes e, ao mesmo tempo, tão diferentes entre si que é impossível continuar crendo que todas elas possam ser explicadas somente por uma maior ou menor contracção de massas de ar que passam por esta ou aquela abertura.
quarta-feira, 17 de dezembro de 2008
Porque terá a música esta capacidade incrível de tão facilmente nos transportar para um outro mundo de sons e sentimentos? Só pode haver uma resposta: a nossa sensibilidade tem de ter a mesma natureza vibratória da música: só assim é possível que tão facilmente as duas naturezas se fundam e se concentrem, influenciando-se uma à outra de uma forma tão íntima. A alma, como os planetas de Pitágoras, na sua harmonia celeste, tem uma natureza essencialmente vibratória; é a vibração pura que vai preenchendo a totalidade sem nome. A carne é muito pouco influenciável pela música porque a sua natureza estática não permite que as partículas elementares que a compõe possam adaptar a sua vibração interior aos modos de vibração exteriores. As ligações entre os átomos da matéria são demasiado fortes, e só quando são quebradas podem as partículas, agora plenamente individualizadas e únicas em si mesmas, revelar a sua originalidade pela reacção aos tons vibratórios que lhes chegam do exterior. A alma é, na sua essência, uma música celeste que ecoa pelo universo.
dou por mim a pensar que a lei de malthus da sensibilidade já não se aplica em mim. Os estímulos daquilo que vai na inteligência seguem uma proporção geométrica, mas a própria inteligência não evolui segundo progressões aritméticas. Agora, desmultiplicando-se, ela potencia-se em expoente par; o que sempre atrasa o ritmo, o passo limitante desta equação, é a concretização no plano físico, no domínio da acção, dessa força em potência. Acresce a este facto o pouco tempo que a custo nos concedem, nesta sociedade produtora e capitalista em que vivemos, para delinear o projecto daquilo que um dia havemos de construir. Que solução poderá haver para este difícil caso? Só surge uma em vista, e não sem antes ponderar bastante: o recolhimento interior, o cultivo do silêncio, o afastamento de qualquer espécie de contacto com os outros homens; todas estas maneiras de ser sozinho, para além da desmultiplicação exponencial, é que permitem viver uma vida cheia e plena. Por cada hora que vivemos sozinhos, vivemos um dia a mais na vida; por cada hora que nos privamos do contacto com o lugar mais profundo do nosso ser, desperdiçamos semanas de contemplação descobridora. As pessoas deviam passar mais tempo a sós consigo.
segunda-feira, 15 de dezembro de 2008
domingo, 14 de dezembro de 2008
segunda-feira, 8 de dezembro de 2008
quando encontro uma pessoa verdadeiramente interessante dou por mim a amá-la sem poder fazer qualquer coisa para evitá-lo. O estado do amoroso é algo verdadeiramente incontrolável e insaciável. O desejo erótico apodera-se de mim, e, levando-me até aos êxtases da loucura, impele-me à união com esse ser desconhecido e deslumbrante que me fascina por completo. Só nessas alturas é que o corpo acorda, a lembrar o espírito: a união é puramente mental, e enquanto tivermos este corpo viveremos sempre desassossegados na nossa solidão material. Só quando um dia pudermos ser deuses vivos, e sentir tudo de todas as maneiras; só quando pudermos ser e não ser, ao mesmo tempo, tudo quanto existe e não existe, conheceremos finalmente o nosso lugar no universo. Até lá vamos treinando duramente, e apesar das fronteiras do físico, essa união total: nunca se sabe quando poderemos atingir esse superior nível de consciência. Talvez não precisemos de muito para que se abram asas do interior de nós.
o Natal já não existe
se o Natal surge agora dois meses mais cedo e o Inverno dois meses mais tarde, como é que querem que as pessoas associem ao Natal o espírito natalício?
domingo, 7 de dezembro de 2008
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