domingo, 30 de setembro de 2007
quinta-feira, 27 de setembro de 2007
depois de ter estudado tanto
não sei senão nada
já que nada me diz
se longe vai a estrada
ou como voa a perdiz
mas talvez já saiba tudo
e de tanto esse tudo estudar
me esqueci que neste mundo
esse tudo é nada no ar:
a cabeça só, o sentir desnudo
talvez por isso me esteja a apagar
o saber monta a cavalo num burro
e o querer vai de burro a cavalar
mas sendo nomes que de tão diferentes
damos às faces das mesmas gentes
me dispo de novo
e de pele e osso
vou sorrindo aos novos crentes
não sei senão nada
já que nada me diz
se longe vai a estrada
ou como voa a perdiz
mas talvez já saiba tudo
e de tanto esse tudo estudar
me esqueci que neste mundo
esse tudo é nada no ar:
a cabeça só, o sentir desnudo
talvez por isso me esteja a apagar
o saber monta a cavalo num burro
e o querer vai de burro a cavalar
mas sendo nomes que de tão diferentes
damos às faces das mesmas gentes
me dispo de novo
e de pele e osso
vou sorrindo aos novos crentes
quarta-feira, 26 de setembro de 2007
Portugal é mar de poetas
onde não soçobra nenhum
e é com estas petas
que se engana cada um
sempre que quem triunfa
se põe mais recostado
o leitor atento do lado
ri só como quem bufa
Prémios apertados por funil
se enfiam p'lo Ânus Real
que aqueles donde vem o mal
têm em si mais de mil
os outros dormem em sarjeta
bebendo a luz com boca sedenta
com pele e pulmões de cristal
são eles quem o mundo aguenta
está mal? não está mal?
é a vida: branca e preta.
onde não soçobra nenhum
e é com estas petas
que se engana cada um
sempre que quem triunfa
se põe mais recostado
o leitor atento do lado
ri só como quem bufa
Prémios apertados por funil
se enfiam p'lo Ânus Real
que aqueles donde vem o mal
têm em si mais de mil
os outros dormem em sarjeta
bebendo a luz com boca sedenta
com pele e pulmões de cristal
são eles quem o mundo aguenta
está mal? não está mal?
é a vida: branca e preta.
segunda-feira, 24 de setembro de 2007
Olimpíadas da Demência II

então não é que, das profundezas das suas tumbas, só passados 25 anos se lembram que as Olimpíadas da Matemática existem? Mesmo assim não é isso o mais grave: o pior é que se esquecem das restantes Olimpíadas, e de todos aqueles que dão provas, nacionais e internacionais, do seu talento e da sua visão nos restantes domínios do saber. Quando é que começam a falar nas Olimpíadas de Física? Ou nas Olimpíadas de Química? Bem, uma coisa é certa: aquelas que são as mais importantes de todas não interessam a ninguém, isso toda a gente já o sabe, ninguém quer saber do Ambiente. Todos fazem dele o que bem lhes apetece, até mesmo ignorá-lo. E sei que se foram precisos 25 anos para que o interesse na Matemática começasse a ser despertado será preciso, pelo menos, uns 100 anos, na melhor das hipóteses, para que às Olimpíadas do Ambiente e a todos os ambientalistas do país seja dado o lugar que eles merecem.
Olimpíadas da Demência I

é com muito prazer que vejo o sr. Nuno Crato, Presidente da Sociedade Portuguesa de Matemática e os grandes vencedores das Olimpíadas da Matemática Nacionais, e também grandes vencedores da sua homónima versão ibero-americana, a apertar a mão ao nosso por demais grandioso orador, o Presidente da República Cavaco Silva. Não sei se Cavaco Silva sentiu um daqueles desejos súbitos por aprender matemática (que há muitos anos que ele deixou os bancos da escola) ou se quis contratar explicadores para ajudar o sr. quase-engenheiro José Sócrates (que de Sócrates só tem mesmo o nome) a acabar as Análise Matemática que deixou por fazer. Que jogada inteligente, sr. Cavaco Silva. Todos nós já sabemos que o sr. é um homem muito ocupado, e portanto mesmo que soubesse alguma matemática nunca poderia perder o seu precioso tempo com casos perdidos. Só finalistas das Olimpíadas de Matemática é que têm capacidade para resolver os problemas mais difíceis, mesmo aqueles cuja solução é impossível.
sábado, 22 de setembro de 2007
Morangos cada vez mais azedos com quilos de adoçante sintético em cima
Múmias acéfalas da TVI: quando é que percebem que não vale de nada meterem pessoas que são excelentes actores assim-assim misturados com modelos canastrões, quer dizer, com canastrões que só servem para posar nus para umas quantas playboys e playgirls? (e fique claro que alguns nem sequer para isso servem...) Isso só serve para acentuar as assimetrias, aliás por demais óbvias, entre o gato-pingado-que-não-tem-onde-cair-morto-ou-que-tem-a-mania-das-grandezas-ou-de-Hollywood-ou-lá-como-se-chama e o actor-que-até-faz-umas-coisinhas-mas-como-o-teatro-em-Portugal-não-dá-para-sobreviver-tem-que-fazer-uns-biscates-na-primeira-coisa-que-aparecer-e-que-dá-dinheiro. Não combina.
Mas o que acho mais ridículo é o facto de um dos tais gatos-pingados (pelo menos um, que tenha reparado, mas se calhar até há mais) ser um badameco que tinha até há bem pouco tempo um programa pseudo-intelectualóide na RTP2 chamado P.I.C.A. onde ele, e mais uns quantos gatos-pingados, tentavam, e vou sublinhar bem, tentavam construir alguma coisa que fosse um bocadinho melhor que os "Morangos Com Adoçante, quer dizer, Açúcar". E o que é incrível é que o tal programa era um bocadinho melhor (pequeno, mas não desprezável) que os frutos rubros de estufa (agora eles vão começar a ser mesmo de estufa, nas estações frias não há morangos naturais para ninguém). Mais incrível que isso era o facto de que eles, nesse programa magnífico, troçavam de programas como os "Morangos com Adoçante, ups, Açúcar". É caso para dizer que lhes ficava melhor não ter dito que não haviam de beber desta água, é que agora já nem passam sem ela. Porque é que será que este súbito aparecimento na TVI se deu apenas depois de um também súbito desaparecimento da RTP2? Coincidências do destino...
Mas o que acho mais ridículo é o facto de um dos tais gatos-pingados (pelo menos um, que tenha reparado, mas se calhar até há mais) ser um badameco que tinha até há bem pouco tempo um programa pseudo-intelectualóide na RTP2 chamado P.I.C.A. onde ele, e mais uns quantos gatos-pingados, tentavam, e vou sublinhar bem, tentavam construir alguma coisa que fosse um bocadinho melhor que os "Morangos Com Adoçante, quer dizer, Açúcar". E o que é incrível é que o tal programa era um bocadinho melhor (pequeno, mas não desprezável) que os frutos rubros de estufa (agora eles vão começar a ser mesmo de estufa, nas estações frias não há morangos naturais para ninguém). Mais incrível que isso era o facto de que eles, nesse programa magnífico, troçavam de programas como os "Morangos com Adoçante, ups, Açúcar". É caso para dizer que lhes ficava melhor não ter dito que não haviam de beber desta água, é que agora já nem passam sem ela. Porque é que será que este súbito aparecimento na TVI se deu apenas depois de um também súbito desaparecimento da RTP2? Coincidências do destino...
sexta-feira, 21 de setembro de 2007
Gnosiologia do processo educativo I
Base conceptual da aprendizagem
Para poder lançar as bases de um verdadeiro Plano Educativo para um país é preciso primeiro saber de que é que trata esse plano educativo. Um plano como esse tem como objectivo orientar estruturas físicas e pessoas de tal forma a que o processo de aprendizagem de um indivíduo seja o mais fácil, claro, lógico e bem adaptado ao contexto em que esse indivíduo se move. Mas estamos aqui a tentar demarcar fisicamente algo que não tem nada de físico. O processo cognitivo é um processo mental, visto que é um processo que visa a aquisição de conhecimentos (aquisição quantitativa) e a aquisição de novas formas de resolver problemas (aquisição qualitativa, ou paradigmática). A aquisição de novas formas de resolver problemas, isto é, de métodos que permitem o aumento quantitativo do nível de conhecimento acerca um determinado tema não deixa de ser, ela própria, um conhecimento que também se soma aos restantes, e portanto de índole quantitativa. Contudo, é pela sua natureza ou qualidade, claramente mais importante que a qualidade dos conhecimentos de índole quantitativa, que estes conhecimentos merecem uma designação diferente de forma a não perder de vista a sua importância e tê-la sempre presente na nossa análise. Ainda assim, e frisando novamente, o processo cognitivo é um processo mental porque visa a aquisição e compreensão de conceitos que se podem classificar como armazenados na mente, e aos quais podemos ter acesso. Não existe qualquer base física para um conceito, apenas uma base mental ou conceptual. Assim, qualquer Plano Educativo deve ter presente que a sua função é limitada, visto que ele, sendo algo que tem uma base física (organização da rede escolar, de alunos em turmas, de professores em turmas, das infraestruturas, dos materiais disponibilizados, etc.), não pode ter por uma via directa influência no processo de aprendizagem de cada indivíduo. Apenas aquilo que dele tem uma substância conceptual (isto é, os paradigmas de aprendizagem e os conteúdos leccionados) pode ter uma influência directa sobe o processo de aprendizagem porque apenas essas partes podem contactar com a estrutura psíquica dos indivíduos. Este primeiro ponto é fundamental porque traça de que forma o caminho entre o objecto e o sujeito deve ser encarado num Plano Educativo, concluindo portanto que tudo aquilo que existe de material no processo educativo não pode senão auxiliar mais ou menos um Plano Educativo de natureza conceptual que já exista, não podendo, em ocasião alguma, substituir essa sua natureza conceptual que é a fonte de toda a sua validade enquanto orientação cognitiva.
(E aqui está o erro de todo o plano tecnológico do governo de Sócrates: vendendo computadores às escolas não se está a desenvolver o intelecto dos alunos. O computador é um objecto físico, e não pode em nada aumentar o nível de conhecimentos, quer qualitativo quer quantitativo, de um aluno. Quanto muito, o computador poderá ajudar o aluno a melhor percorrer o caminho conceptual que consiste na sua aprendizagem SE E SÓ SE a este computador for juntada uma abordagem conceptual, isto é, uma pedagogia específica e bem orientada que permita ao aluno a utilização do computador no sentido de que a informação que este pode veicular possibilite uma maior e/ou melhor aprendizagem, isto é, uma maior aprendizagem de conhecimentos por intervalo de tempo do que aquilo que seria obtido caso o computador não existisse e/ou uma aprendizagem mais efectiva, ou uma maior compreensão dos conceitos que são abordados do que aquilo que seria obtido caso o computador não existisse - e como se define esta maior compreensão de um conceito? Ora, pode definir-se uma maior compreensão de um conceito de três formas: 1) quando o aluno é capaz de, autonomamente, recordar mais facilmente um conceito e explicá-lo de uma maneira mais precisa, de acordo com aquilo que aprendeu, aquilo a que se pode chamar verdadeiramente a expressão exacta da memorização; 2) quando o aluno é capaz de, autonomamente, definir esse conceito de uma forma elaborada, apresentando uma explicação que não se baseie somente numa pura definição mecanizada, mas que também é complementada por exemplos, ou seja, aplicações do conceito a outros contextos que não aquele que serviu de base para a aprendizagem desse conceito, aquilo a que se pode chamar verdadeiramente inteligência; 3) quando o aluno é capaz de, autonomamente, resolver uma maior gama de problemas associados a novas situações que envolvam raciocínios que tenham como base a compreensão desse conceito, aquilo a que se pode chamar verdadeiramente adaptação.)
Para poder lançar as bases de um verdadeiro Plano Educativo para um país é preciso primeiro saber de que é que trata esse plano educativo. Um plano como esse tem como objectivo orientar estruturas físicas e pessoas de tal forma a que o processo de aprendizagem de um indivíduo seja o mais fácil, claro, lógico e bem adaptado ao contexto em que esse indivíduo se move. Mas estamos aqui a tentar demarcar fisicamente algo que não tem nada de físico. O processo cognitivo é um processo mental, visto que é um processo que visa a aquisição de conhecimentos (aquisição quantitativa) e a aquisição de novas formas de resolver problemas (aquisição qualitativa, ou paradigmática). A aquisição de novas formas de resolver problemas, isto é, de métodos que permitem o aumento quantitativo do nível de conhecimento acerca um determinado tema não deixa de ser, ela própria, um conhecimento que também se soma aos restantes, e portanto de índole quantitativa. Contudo, é pela sua natureza ou qualidade, claramente mais importante que a qualidade dos conhecimentos de índole quantitativa, que estes conhecimentos merecem uma designação diferente de forma a não perder de vista a sua importância e tê-la sempre presente na nossa análise. Ainda assim, e frisando novamente, o processo cognitivo é um processo mental porque visa a aquisição e compreensão de conceitos que se podem classificar como armazenados na mente, e aos quais podemos ter acesso. Não existe qualquer base física para um conceito, apenas uma base mental ou conceptual. Assim, qualquer Plano Educativo deve ter presente que a sua função é limitada, visto que ele, sendo algo que tem uma base física (organização da rede escolar, de alunos em turmas, de professores em turmas, das infraestruturas, dos materiais disponibilizados, etc.), não pode ter por uma via directa influência no processo de aprendizagem de cada indivíduo. Apenas aquilo que dele tem uma substância conceptual (isto é, os paradigmas de aprendizagem e os conteúdos leccionados) pode ter uma influência directa sobe o processo de aprendizagem porque apenas essas partes podem contactar com a estrutura psíquica dos indivíduos. Este primeiro ponto é fundamental porque traça de que forma o caminho entre o objecto e o sujeito deve ser encarado num Plano Educativo, concluindo portanto que tudo aquilo que existe de material no processo educativo não pode senão auxiliar mais ou menos um Plano Educativo de natureza conceptual que já exista, não podendo, em ocasião alguma, substituir essa sua natureza conceptual que é a fonte de toda a sua validade enquanto orientação cognitiva.
(E aqui está o erro de todo o plano tecnológico do governo de Sócrates: vendendo computadores às escolas não se está a desenvolver o intelecto dos alunos. O computador é um objecto físico, e não pode em nada aumentar o nível de conhecimentos, quer qualitativo quer quantitativo, de um aluno. Quanto muito, o computador poderá ajudar o aluno a melhor percorrer o caminho conceptual que consiste na sua aprendizagem SE E SÓ SE a este computador for juntada uma abordagem conceptual, isto é, uma pedagogia específica e bem orientada que permita ao aluno a utilização do computador no sentido de que a informação que este pode veicular possibilite uma maior e/ou melhor aprendizagem, isto é, uma maior aprendizagem de conhecimentos por intervalo de tempo do que aquilo que seria obtido caso o computador não existisse e/ou uma aprendizagem mais efectiva, ou uma maior compreensão dos conceitos que são abordados do que aquilo que seria obtido caso o computador não existisse - e como se define esta maior compreensão de um conceito? Ora, pode definir-se uma maior compreensão de um conceito de três formas: 1) quando o aluno é capaz de, autonomamente, recordar mais facilmente um conceito e explicá-lo de uma maneira mais precisa, de acordo com aquilo que aprendeu, aquilo a que se pode chamar verdadeiramente a expressão exacta da memorização; 2) quando o aluno é capaz de, autonomamente, definir esse conceito de uma forma elaborada, apresentando uma explicação que não se baseie somente numa pura definição mecanizada, mas que também é complementada por exemplos, ou seja, aplicações do conceito a outros contextos que não aquele que serviu de base para a aprendizagem desse conceito, aquilo a que se pode chamar verdadeiramente inteligência; 3) quando o aluno é capaz de, autonomamente, resolver uma maior gama de problemas associados a novas situações que envolvam raciocínios que tenham como base a compreensão desse conceito, aquilo a que se pode chamar verdadeiramente adaptação.)
A Divina Proporção
Sempre que exigem a um Poeta que diga metade do que diz, o Poeta diz o dobro daquilo que diria naturalmente, e às vezes o triplo.
Porque é que todos os Verdadeiros Poetas são maltratados na sua época?
Todo o Verdadeiro Poeta está, pelo menos, um século à frente do seu tempo. Para ele o tempo não existe, e não existe há muito tempo, mesmo antes de Einstein e das restantes teorias. O tempo em que o Verdadeiro Poeta se move é a Eternidade, porque ele simplesmente não conhece outro tempo: só o tempo das coisas que são eternas. Eternamente buscando a perfeição das coisas, como Cesário, eternamente escutando a música das esferas celestes de Pitágoras, eternamente e em espiral, voando por sobre terra e mar, sempre com o mesmo olhar de Reis, falando como um Campos para quem passa, sentindo como um Caeiro por onde flutua. Os Grandes não morrem, evaporam-se porque não passaram de sombras neste mundo, e o mundo não os entende porque vive agarrado à terra, rebolando-se na lama, comendo os seus próprios excrementos e lançando as sobras para os olhos daqueles que espezinha. Os Grandes estão sempre certos porque no dizer de Wilde tudo o que é popular está errado, e tudo o que é popular é efémero, porque não passa de excrementos atirados de um lado para o outro. Terão que passar muitos e muitos séculos ainda para que os Verdadeiramente Grandes Do Nosso Tempo possam ser condignamente reconhecidos, quando as ficções sociais estiverem mais mitigadas pelo peso do Verdadeiro Intelecto, quando a Ciência for descredibilizada e a Arte for menosprezada, e tudo apenas com o intuito de engrandecer ambas. Mas esse tédio pessoano, essa excentricidade de Capote, esse sofrimento de Florbela, todos eles são o coroar da Verdadeira Glória do Verdadeiro Poeta: todos eles são os seus troféus que os Deuses lhe dão para que mais depressa ele ascenda ao Céu, todos eles são os bilhetes que ele ganha para passar despercebido pelo mundo e para poder ser verdadeiramente, são o seu triunfo e a sua derrota mundana, e são a prova de que ele conseguiu viver tudo e tudo suportar sem que nada lhe fizesse mossa, e espalhando as sementes que só nos séculos dos séculos que hão-de vir conseguirão florescer e elevar-se como ele. E se a Sorte e a Fortuna realmente lhe sorrirem então ele verá um ou dois dos seus rebentos a afastar timidamente o solo que se revolve e a procurar a Luz que vem do Alto para se encherem da Verdadeira Beleza. Muitos não chegam a ter esta sorte, mas quem o tem nunca esquece. São esses os que morrem em Verdadeira Paz com a Terra e com o Céu.
quarta-feira, 19 de setembro de 2007
o que faz falta a Portugal
o que faz falta a Portugal é um Luiz Pacheco para mandar à merda as cegadas que nos fazem todos os dias.
PROPOSTA DO DIA:
Liberte o Luiz Pacheco que há dentro de si!
PROPOSTA DO DIA:
Liberte o Luiz Pacheco que há dentro de si!
encantam-me as notícias subjectivas, cuidadosamente filtradas pelo crivo da consciência. Quem é que conhece uma notícia verdadeiramente objectiva?
os jornalistas esquecem-se que num debate só há uma pessoa que coordena a discussão. Assim, todas as perguntas e questões abordadas, a ênfase dada, o modo como é conduzida a discussão, todas elas, e isto se nenhum dos intervenientes tiver a força necessária para se sobrepôr ao moderador, dependem exclusivamente de quem dirige. Como aliás o governo. Portanto, qualquer discussão encontra-se já à partida condicionada por aquilo que é realçado pelo moderador (que dá mais importância do que aquela que determinadas questões têm face ao contexto observado) e também por aquilo que é menosprezado pelo moderador (que dá menos importância do que aquela que determinadas questões têm face ao contexto observado). A isenção jornalística é mais uma das mentiras do mundo, e quando as pessoas perceberem isso vão perceber o que está de errado com o caso Maddie e com todos os casos Maddie que por aí andam.
os jornalistas esquecem-se que num debate só há uma pessoa que coordena a discussão. Assim, todas as perguntas e questões abordadas, a ênfase dada, o modo como é conduzida a discussão, todas elas, e isto se nenhum dos intervenientes tiver a força necessária para se sobrepôr ao moderador, dependem exclusivamente de quem dirige. Como aliás o governo. Portanto, qualquer discussão encontra-se já à partida condicionada por aquilo que é realçado pelo moderador (que dá mais importância do que aquela que determinadas questões têm face ao contexto observado) e também por aquilo que é menosprezado pelo moderador (que dá menos importância do que aquela que determinadas questões têm face ao contexto observado). A isenção jornalística é mais uma das mentiras do mundo, e quando as pessoas perceberem isso vão perceber o que está de errado com o caso Maddie e com todos os casos Maddie que por aí andam.
terça-feira, 18 de setembro de 2007
temos tanto a aprender com o cientificismo...
são estudos do género que dão bom nome à ciência:
Estudos estatísticos demonstram que quem tem o seu frigorífico voltado para a janela da cozinha coça os tomates com a mão esquerda.
não sei mesmo o que será pior: serão as conclusões completamente inverosímeis e não-científicas ou as pessoas que têm a ideia de se darem a um trabalho destes?
Estudos estatísticos demonstram que quem tem o seu frigorífico voltado para a janela da cozinha coça os tomates com a mão esquerda.
não sei mesmo o que será pior: serão as conclusões completamente inverosímeis e não-científicas ou as pessoas que têm a ideia de se darem a um trabalho destes?
a mais bela poesia
a mais bela poesia é aquela que de tanto tocar a realidade não se pode separar dela.
Mais uma vez, sra. ministra
Mais uma vez a ministra da educação, pessoa que possui um título que só se pode classificar como inverosímil, deu provas da sua intransigência, capacidade birrenta para falar muito e não dizer nada e coragem para manter a fachada que é o desgoverno do Ensino em Portugal no último programa Prós e Contras. Está, mais uma vez, de parabéns, senhora ministra. Por este andar poderá um dia candidatar-se à presidência dos Estados Unidos.
Uma sugestão: a senhora ministra exercia funções muito mais elevadas e de interesse nacional se aplicasse toda essa prepotência a dar palmatoadas e reguadas nas nádegas luzidias do nosso 1º ministro por ele não ter concluído o curso de Engenharia. Já agora chamava também o senhor ministro Mariano Gago, coitado do homem, já deve ter perdido a voz de vez, é que nunca mais o ouvi falar, nem sequer gaguejando, e iam todos para um valente ménage a trois. Isso sim era de valor. 20 valores!
Uma sugestão: a senhora ministra exercia funções muito mais elevadas e de interesse nacional se aplicasse toda essa prepotência a dar palmatoadas e reguadas nas nádegas luzidias do nosso 1º ministro por ele não ter concluído o curso de Engenharia. Já agora chamava também o senhor ministro Mariano Gago, coitado do homem, já deve ter perdido a voz de vez, é que nunca mais o ouvi falar, nem sequer gaguejando, e iam todos para um valente ménage a trois. Isso sim era de valor. 20 valores!
segunda-feira, 17 de setembro de 2007
and yet they live
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