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quarta-feira, 16 de julho de 2008
todo escritor, porque é escritor, vive atormentado com alguma coisa. Se não vivesse atormentado, o que teria para escrever? Quem contempla o mundo como ele é não escreve coisa nenhuma. Não precisa de escrever. Aceita o mundo como é, e contempla. O escritor não tem sossego. Sente que alguma coisa, algures, talvez num passado distante, num passado tão distante que nem sequer se pode dele lembrar sem tremer, algo correu mal. O escritor vive na ânsia de que a escrita possa calar esse desassossego, embora saiba que é impossível. É por ter consciência da impossibilidade da sua condição que ele escreve. Se não conseguir encontrar esse algo que foi perdido, pelo menos pode pôr outros à procura...
terça-feira, 15 de julho de 2008
Já por diversas vezes tenho reparado que quando o contador diz que duas ou mais pessoas (duas ou mais, mas nunca muito mais que isso) estão visitando a página, quando procuro conhecer de onde vêm aparece a mensagem pomposa de que afinal ninguém o está visitando. De facto, é motivo de regozijo: se se quer fazer alguma coisa grande tem que se ser completamente desconhecido, uma nulidade à vista de toda a gente. Só depois é que se pode chegar ao céu.
Quando escrevo, escrevo para contrapor àquilo que já foi escrito. Uma das maiores missões é a de encontrar nos outros os erros que, segundo nós, nos parecem saltar para o centro e minar o perfeito cumprimento da centelha do divino que em nós vive. As lisonjas nunca ajudaram ninguém. Só a crítica pode mostrar aos outros o que falta ainda conquistar, a aresta que urge limar. É pela crítica que nos vamos aperfeiçoando.
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