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sexta-feira, 22 de agosto de 2008

quinta-feira, 21 de agosto de 2008

La Mamma di Freud, por Nanni Moretti



a relação de Freud com a sua mãe, vista por Nanni Moretti no seu filme Sogni d'Oro. Deve ter-se em atenção que esta cena é perfeitamente verosímil.

sábado, 26 de julho de 2008

No Country for Old Man é um péssimo filme, e só deverá ser superado pelo livro que lhe serviu de suporte. Ou isso ou alguém conseguiu estragar um livro mediano. Na verdade, esse filme é um grande monumento à cultura light que hoje temos: espreme-se a laranja seca para ver se sai sumo, mas não corre nem uma pinga. Até os romances do Saramago são melhores que esse filme. Pelo menos têm, ainda que não seja transcendente, algum conteúdo.

terça-feira, 8 de julho de 2008

Birth



Não me lembro de ter alguma vez visto um filme em que houvesse uma simbiose tão perfeita entre som e imagem, diálogo e significado, símbolo e mensagem, como este Birth. Não é totalmente perfeito apenas porque podia ir mais longe na história do que aquilo que vai; mas não deixa, contudo, de ser uma excelente obra de arte.

segunda-feira, 7 de julho de 2008

O filme é grandioso quando transcende o símbolo que o representa


















Filosofia - O Clube dos Poetas Mortos (1989)






















Música - Mr. Holland's Opus (1995)






















Literatura - Dangerous Minds (1995)






















Pintura - Mona Lisa Smile (2003)
Todo o realizador de cinema ou mero crítico tem de ser instruído na arte da representação. Não é possível dirigir actores numa peça, seja ela filmada por câmaras ou não, se não se sabe o significado da palavra representação. O realizador tem de sentir aquilo que o actor sente para poder criar uma peça de teatro autêntica, ou um filme que viva e respire como algo verdadeiro. A matriz do cinema é o teatro. Não é possível ser-se autêntico sem compreender o que está na matriz. O crítico de cinema precisa de ser instruído na arte da representação por, sobretudo, duas razões: primeiro, para saber o que é o sentimento e o que é sentir, e não se esquecer de que a intensidade dramática das personagens é apenas o meio pelo qual elas comunicam entre si e se tornam comunicáveis a todos; segundo, para compreender a intensidade que a palavra pode ter, não como elemento dramático ou representação de uma emoção, mas sim como símbolo de uma realidade conceptual, de uma mensagem que se cumpre pela palavra apenas para se tornar inteligível; de um signo limitado e finito que representa uma realidade infinita e abstracta, e que é a única coisa pela qual vale a pena produzir uma obra de arte.

domingo, 6 de julho de 2008

Um filme não é proporcionalmente grandioso à intensidade dramática dos actores, apenas à mensagem que representa.
O filme, ou a experiência cinematográfica, (que é a única coisa que podemos avaliar: é impossível anular a influência da nossa personalidade na observação de um acontecimento), vale enquanto símbolo ou representação de uma mensagem que transcende o que há no filme de físico e limitado. Portanto, a grandeza dum filme é tanto maior quanto maior é a sua mensagem e o desejo de se tornar mensagem inteligível e contribuir para o avanço da humanidade. A arte cuja função não ultrapassa uma simples contemplação estética da obra física (e não do símbolo) é pura masturbação intelectual e pode ser descartada a qualquer altura sem perigo de detrimento para o observador.