o Artista não escreve para ninguém, senão para ele próprio. Prova disso é que ele apenas usa a sua língua.
o Artista escreve para que todos o leiam. Prova disso é que ele arranja todos os meios para que as pessoas leiam aquilo que escreve.
o Artista, se é Artista, não pede permissão a ninguém. Nunca a imaginação pediu permissão para se expressar.
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sábado, 26 de julho de 2008
sexta-feira, 25 de julho de 2008
A imaginação é a memória que enlouqueceu.
(Mário Quintana)
a imaginação é memória porque não existe nada a que chamemos imaginação que não se encontre primeiro na nossa memória. A imaginação não tem nada de verdadeiramente original, trata-se apenas de uma reorganização dos elementos (das partes) com as quais já tivemos contacto, assim como a imagem de um pégaso resulta da combinação de dois elementos perfeitamente banais que já existiam na imaginação: um cavalo e umas asas. A combinação de diferentes partes é mais sublime quando a loucura se apodera de nós, ou quando a ela estamos mais receptivos. A desordem é a força motriz da imaginação. E a imaginação só não é memória quando de uma nova combinação surge uma propriedade completamente diferente, um princípio emergente.
(Mário Quintana)
a imaginação é memória porque não existe nada a que chamemos imaginação que não se encontre primeiro na nossa memória. A imaginação não tem nada de verdadeiramente original, trata-se apenas de uma reorganização dos elementos (das partes) com as quais já tivemos contacto, assim como a imagem de um pégaso resulta da combinação de dois elementos perfeitamente banais que já existiam na imaginação: um cavalo e umas asas. A combinação de diferentes partes é mais sublime quando a loucura se apodera de nós, ou quando a ela estamos mais receptivos. A desordem é a força motriz da imaginação. E a imaginação só não é memória quando de uma nova combinação surge uma propriedade completamente diferente, um princípio emergente.
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